Após quase 10 horas bloqueada, marginal do Tietê é liberada

Após quase 10 horas bloqueada, marginal do Tietê é liberada
Dois ônibus e um carro foram atingidos pela passarela de apoio que caiu sobre a marginal do Tietê
Dois ônibus e um carro foram atingidos pela passarela de apoio que caiu sobre a marginal do Tietê WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Após quase dez horas bloqueada por causa da queda de uma passarela, a marginal do Tietê, sentido Castello Branco, em São Paulo, foi liberada para o trânsito de veículos por volta das 4h40 desta sexta-feira (15), segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

As pistas local e central foram desobstruídas por volta das 2h20 desta sexta-feira, enquanto parte da expressa já havia sido liberada mais cedo, por volta das 21h40 desta quinta-feira. As duas pistas da expressa que estavam sendo usadas para a remoção de materiais e das partes da passarela que ruiu foi liberada às 4h40. A informação foi confirmada pelo repórter Lucas Carvalho, que está no local. 

As pistas ficaram fechadas por causa do desabamento de uma passarela próximo ao viaduto Comunidade Húngara, no sentido Rodovia Castello Branco, perto da alça de acesso para a Rodovia Anhanguera.

O desbamento da ponte de serviços deixou duas pessoas levemente feridas. A estrutura metálica caiu sobre dois ônibus e um carro por volta das 19h20 desta quinta-feira.

Os dois feridos estavam em um veículo Chevrolet, modelo Cobalt, atingido pela estrutura da passarela e sofreram escoriações leves. Eles foram encaminhados Pronto Socorro Metropolitano da Lapa, na zona oeste de São Paulo. Os ocupantes dos dois ônibus atingidos não sofreram ferimentos.

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Um dos coletivos atingidos pertence à empresa Lirabus que faz fretamentos ligando São Paulo as cidades de Guarulhos, Campinas, Jundiaí, Indaiatuba, Vinhedo, Limeira e Sorocaba. O outro ônibus é da empresa Real Maia, que realiza viagens interestaduais cobrindo nove estados do país.

A Prefeitura informou que a passarela foi construída pelas empresas EIT e Constran, que integram o Consórcio Ligação Viária  Lapa-Pirituba.

O secretário de Segurança Urbana, coronel, José Roberto, responsável pela Defesa Civil está no local do acidente para avaliar as causas da queda da passarela.

Quatro viaturas do Corpo de Bombeiros e 20 homens da corporação estão na Marginal Tietê prestando assistência.

O acidente provocou a interrupção total das vias locais e da pista principal da Marginal Tietê, sentido Castelo Branco, próximo a alça de acesso para a rodovia Castelo Branco.

Congestionamento acima da média

Em consequência da queda da passarela, a lentidão começa na ponte Casa Verde, na altura do sambódromo, e segue até o local do acidente na ponte da Comunidade Húngara, num total de 6 quilômetros de congestionamento. Às 19h30, a CET registrou 176 km de congestionamento na cidade, índice acima da média para o horário.

O recorde histórico de lentidão na capital foi de 344 quilômetros no dia 23 de maio de 2014, às 19h00.

O Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo, o CGE, decretou, às 20h30, o término do estado de atenção para alagamentos.

Em nota, o consórcio EIT/Constran, responsável pela passarela, lamentou o ocorrido e esclarece que está apurando as causas da queda da estrutura provisória para passagem de operários, que foi usada na construção em curso da ponte Lapa-Pirituba.

"O consórcio, juntamente com a Prefeitura de São Paulo e a Secretaria  de Obras, está adotando todas as providências para liberar a pista da marginal o mais rápido possível".